PRISCILA
(JUL/1959)
Braços abertos, e ao calor mais vivo,
- Nós, neste instante, e neste lar
festivo
Te saudamos anjinho tão sonhado!
Vem
Priscila! Pois vindo assim sozinha
Ao
recesso feliz deste cantinho,
Eu
imagino Angélica avezinha
Buscando
a doce tepidez de um ninho!
Entra sem temer, doce criatura!
Não estranhes o teu primeiro abrigo!
Em torno a ti as afeições mais puras
Fluirão de cada coração amigo!
E,
agora, oh! Que encanto e que carinho!
Já
sob a alvura do mimoso véu!
Parece,
até, que Deus, no teu bercinho
Vai
deixando um pedacinho do céu!
Isto vislumbro em teu rostinho nobre:
No olhar girando no ar meigo e
indeciso;
Na mãozinha que acaso se descobre
Ou na alma refulgindo num sorriso!
Penso,
às vezes, numa haste desflorida
De
um velho jardim – haste verde e linda!
Tal
flor em botão enfeitando a vida
És,
ali, a flor que faltava ainda!
E enquanto vai ao nosso olhar feliz
Desabrochado delicada e mansa,
Um Nume arcano e tutelar nos diz
Ser tua existência um sonho e uma
esperança!
Porque
eu sei: quem em Deus confia e espera
Todo
o seu amor e sua graça alcança!
Então
não és, Priscila, uma quimera,
Embora
pequenina e assim tão mansa
És, sim, uma benção para as nossas
vidas
Portanto, sonha e vive, ama o Bem
Da existência nas sendas refloridas
Sempre ao teu lado irá Jesus também!


1 comentários:
Viva você, Priscila! Deus a abençoe!
Que vovô mais amado nós tivemos!
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