sábado, 25 de maio de 2013
PRISCILA
(JUL/1959)

Braços abertos, e ao calor mais vivo,
O olhar a Deus de gratidão voltado,
- Nós, neste instante, e neste lar festivo
Te saudamos anjinho tão sonhado!

            Vem Priscila! Pois vindo assim sozinha
            Ao recesso feliz deste cantinho,
            Eu imagino Angélica avezinha
            Buscando a doce tepidez de um ninho!

Entra sem temer, doce criatura!
Não estranhes o teu primeiro abrigo!
Em torno a ti as afeições mais puras
Fluirão de cada coração amigo!

            E, agora, oh! Que encanto e que carinho!
            Já sob a alvura do mimoso véu!
            Parece, até, que Deus, no teu bercinho
            Vai deixando um pedacinho do céu!

Isto vislumbro em teu rostinho nobre:
No olhar girando no ar meigo e indeciso;
Na mãozinha que acaso se descobre
Ou na alma refulgindo num sorriso!

            Penso, às vezes, numa haste desflorida
            De um velho jardim – haste verde e linda!
            Tal flor em botão enfeitando a vida
            És, ali, a flor que faltava ainda!

E enquanto vai ao nosso olhar feliz
Desabrochado delicada e mansa,
Um Nume arcano e tutelar nos diz
Ser tua existência um sonho e uma esperança!
           
            Porque eu sei: quem em Deus confia e espera
            Todo o seu amor e sua graça alcança!
            Então não és, Priscila, uma quimera,
            Embora pequenina e assim tão mansa

És, sim, uma benção para as nossas vidas
Portanto, sonha e vive, ama o Bem
Da existência nas sendas refloridas

Sempre ao teu lado irá Jesus também!

1 comentários:

Marcia disse...

Viva você, Priscila! Deus a abençoe!
Que vovô mais amado nós tivemos!

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